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14/11/2009

Torloni Star vai em peso à estréia de A Loba de Ray-ban!



Foi muita emoção! Estarmos ao vivo assistindo à performance da diva no palco, na pele de Julia Ferraz, foi inesquecível. Muitas stars ainda não tinham tido a oportunidade de conhece-la pessoalmente e nem de vê-la atuando no teatro e realizaram esse grande sonho! A Torloni Star foi convidada para a pré-estréia de A Loba de Ray-ban e pudemos conferir de perto os dramas, as paixões, os devaneios e as loucuras de Julia Ferraz, num triângulo amoroso com Paulo Prado e Fernanda Porto.




Cenas marcantes, grandes atuações, cenário deslumbrante, figurinos maravilhosos e uma iluminação que deixava tudo ainda mais bonito! Mas nada se compara à simpatia de nossa estrela que, mesmo após uma sessão cansativa, em que ela nem sequer sai do palco, nos recebeu com toda a paciência do mundo, tirou fotos com todas, deu autógrafos, fez suas já conhecidas brincadeiras e até dançou com a música que cantamos para ela.



"Eu tenho tanto pra te falar, mas com palavras não sei dizer, como é grande o meu amor por" você! (Roberto Carlos)


E a alegria da Chris ao receber de presente a camisa da peça que fizemos para ela?








E não podia faltar

a mascotinha, a nossa lobinha de ray-ban, a Chris adorou a lobinha e ficou muito feliz com mais esse presente.





E um buquê de flores com uma linda mensagem que Chris disse que a fez chorar :




Para a Nossa Loba :


Loba intensa, emoção à flor da pele; loba ardente, verdadeira em seus desejos; loba magnífica, cheia de beleza e sensualidade; acima de tudo, loba carente, de amor, de paixão, de atenção e de respeito. Uma loba inesquecível, cuja trajetória teatral inicia hoje, uma loba que promete abalar os alicerces do jogo cênico, dos palcos, das cidades e do país. É assim que vemos a Loba de Ray-ban! Mas não é qualquer Loba de Ray-ban, é a loba da Christiane Torloni, que à sensualidade, à verdade, ao desejo, à paixão e à emoção de sua Loba, mistura a sua própria sensualidade, verdade, desejo, paixão e emoção! Inteira na Loba, no palco, no jogo da vida e da arte, à procura de aplausos e reconhecimento de um trabalho difícil, mas imensamente prazeroso.Que a sua trajetória cênica seja de muito sucesso, de muita compreensão, de muita união e de muita verdade! Que os parceiros dessa empreitada brilhem e se alimentem da força dessa Loba, que milhares de aplausos invadam os sentidos da atriz, da mulher e da amante Christiane Torloni! Estaremos aqui, de perto ou de longe, aplaudindo e torcendo por uma caminhada cheia de alegrias!


Muita MERDA para a NOSSA LOBA CHISTIANE TORLONI
Equipe Torloni Star



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E como para as stars uma vez só é muito pouco, comparecemos em peso novamente na estréia para o público, e mais emoção, fotos e no final um gostinho de quero mais! Ao final do espetáculo, fizemos uma homenagem, com todas de óculos ray-ban e gritando em coro a marca registrada da peça: É A HORA DA LOBA! AUUUUUUUUUU!



Teve até discurso da diva, dizendo que nós, fãs, somos muito importantes para ela, e por isso a gente deveria se cuidar, sem contar nos conselhos para tomarmos cuidado com a violência nas ruas, coisa que ela sempre diz!






Até o Ig esteve presente e tirou fotos com algumas stars, numa simpatia só! Mesmo dizendo que a estrela não era ele. rsrs.






Estar com a diva Torloni é sempre bom, ela tem uma presença cativante e um carisma inigualável. Quem não conhecia, se apaixonou ainda mais, e quem nem sequer era seu fã, passou a ser! Torloni é assim, linda, apaixonante e alucinadamente poderosa e talentosa!






A hora da despedida é sempre triste! Mas logo estaremos assistindo a Loba novamente! Tchau diva, até breve!


Que A Loba de Ray-ban faça uma bela carreira nos palcos do país, que mais fãs e admiradores do trabalho de Christiane Torloni possam assistir a esse belo espetáculo e que o uivo da loba possa ser ouvido de norte a sul!



Nat Reis

A Loba de Ray-Ban - Istoé


A peça "O Lobo de Ray-Ban", com texto de Renato Borghi e direção de José Possi Neto, foi grande sucesso de público e crítica na década de 1980. Está de volta agora com uma mudança fundamental. O lobo encarnado por Raul Cortez na primeira montagem tornou-se loba, numa exuberante interpretação da atriz Christiane Torloni.
Assim, o vértice principal do conturbado triângulo amoroso mostrado nessa história é a personagem bissexual Júlia Ferraz, uma atriz por volta dos 50 anos, bem-sucedida e dona de uma próspera companhia de teatro.

Ela e o marido se separam e Fernanda Porto (Maria Maya), uma jovem intérprete, torna-se sua amante. A trama se passa numa noite dentro de um teatro, em que o trio se encontra e trava o seu mais doloroso embate.
Christiane dá o ritmo, alternando com maestria intensidade dramática e humor, com um controle cênico digno das grandes estrelas.


O LOBO DE RAY-BAN
Montagem original do texto de Renato Borghi protagonizado nos anos 1980 por Raul Cortez e Christiane Torloni

AMIGAS PERO NO MUCHO
Possi Neto escolheu atores homens para retratar a sensível e tumultuada relação de quatro amigas

BLUE ROOM
Tem Christiane Torloni e Murilo Rosa em texto de Arthur Schnitzler. A peça retrata dez encontros eróticos

TRÊS MULHERES ALTAS
Adaptação do autor Edward Albee com Beatriz Segall, Nathália Timberg e Marisa Orth

UM PORTO PARA ELIZABETH BISHOP
Regina Braga revive a história da poeta americana no Brasil, em monólogo de autoria da jornalista Marta Góes

FONTE: ISTOÉ

13/11/2009

[Audio] Entrevista com Christiane Torloni - Coletiva de imprensa da peça " A Loba de Ray-ban"



Parte da entrevista de Christiane à imprensa, apresentação da Loba de Ray-ban, no Jornal Diário da Região - Osasco‏



Fonte : webdiario.com.br

Top 10 nacional: Christiane Torloni entre as mais bem vestidas de 2009 - Abril.com



Adepta dos costumes, Christiane Torloni deu exemplo de elegância simples em 2009. Mesmo em noites de festa, a atriz prefere a calça, mas que ela sabe combinar com blusas mais sofisticadas, para não fazer feio

Fonte : Abril.com

Tour de Force de Torloni e Leonardo

ATORES ENCENAM NOVA VERSÃO DO TRIUNFO COM RAUL CORTEZ



Christiane Torloni com seus pais no dia da estreia da peça, Geraldo Matheus e Monah Delacy

Cresci entre as peças. Aos 30 , você vira mulher . Aos 50, loba .
( Christiane)


" Obrigada ao eterno Lobo Raul, afirma Christiane"



Matéria enviada por Adeildo, Tour de Force de Torloni e Leonardo . Revista Caras, novembro de 2009

Christiane Torloni e José Possi Neto são entrevistados no Programa do Jô Soares - 11/11/09



Nossa estrela esteve nesta quarta-feira, 11, no Programa do Jô Soares ao lado de José Possi Neto para falar sobre a sua mais nova peça teatral "A Loba de Ray-Ban". Christiane , linda como sempre , entrou no programa toda animada, dançando e brincou durante toda entrevista. Para quem não assistiu ... Vale à pena , Confira!

Parte 1



Parte 2


Parte 3


11/11/2009

Christiane Torloni confere exposição do ex-marido, Luiz Pizarro


Christiane Torloni, Maitê Proença e Cissa Guimarães estiveram no Museu de Arte Moderna, no Aterro do Flamengo, Zona Sul do Rio. Na noite desta quarta-feira,11, as atrizes foram conferir de perto as peças da exposição “Morros velados”, de Luiz Pizarro.


Sobre o fato de conviver bem com os ex-maridos - além de Pizarro ela mantém uma excelente relação com Dennis Carvalho - Christiane diz achar supernormal. ‘’São pessoas que fazem parte da sua história. Não dá para brigar com elas só porque o casamento acabou. Éramos amigos, namoramos, casamos e nos separamos’’, resumiu.




FONTE: EGO , CONTIGO , CARAS E QUEM

Christiane Torloni - A hora e a vez da loba

Christiane Torloni revive papel que foi de Raul Cortez ao lado de Leonardo Franco e Maria Maya


Em entrevista coletiva, Christiane Torloni, Leonardo Franco e José Possi Neto falam da peça “A Loba de Ray Ban”, versão feminina do texto de Renato Borghi montado em 1987 (veja fotos), com Raul Cortez no papel principal - e que trazia a própria Christiane no elenco, além do ator Leonardo Franco na temporada carioca. Na nova montagem, a atriz Maria Maya completa o time de atores. Confira alguns trechos:

Como é retomar a peça 22 anos depois?
Christiane Torloni: A sensação que tenho é que a Julia cresceu. Este novo papel poderia ser o desenvolvimento daquela mulher que, há duas décadas, tinha trinta anos e era casada com um grande ator. Agora ela é uma mulher de cinqüenta, se tornou uma loba e hoje a vida dela é assim. Não é uma inversão de papéis e sim uma evolução. E nós temos uma trajetória importante que começa com “O Lobo de Ray Ban”, dirigido por Possi. A história da peça no ponto de vista da dramaturgia é incrível. “A Loba” nasce, segundo o autor Renato Borghi, na leitura de “O Lobo” para alguns amigos, entre eles Dinah Sfat - que se reconhece nesse personagem e diz que quer fazer. Borghi então cria uma versão feminina do texto, mas infelizmente Dinah não pode agarrá-la antes de Raul Cortez. Na mesma forma que Léo me mostrou há dois anos, quando agarrei o projeto. É uma história tão universal que parece natural o que está acontecendo.

Conte da trajetória da produção atual até chegar ao palco.
Leonardo Franco: Eu tinha 23 para 24 anos, quando me deparei com Possi, Cortez e Renato Borghi. Era estudante de psicologia e ensaiava ser ator na própria faculdade. Para minha sorte, minha primeira produção foi “O Lobo”. Fui apresentado ao teatro que dá certo por Cortez e Possi e isso marcou profundamente minha vida, determinou uma série de escolhas e a trajetória que quis seguir. Viajar na sua peça de estréia com pessoas deste gabarito faz com que o ator entenda o caminho que quer traçar. Entrei no segundo elenco, com Patrícia Pillar substituindo a Christiane, fizemos um grande percurso pelo Brasil. Quando a peça acabou, eu tinha ficado cerca de 11 meses em cartaz e senti que precisava mais tempo com “O Lobo”. Logo em seguida, soube da versão feminina e fui atrás de Borghi. Ele não tinha mais o original do texto, que encontrei em uma biblioteca no Rio de Janeiro. Guardei por 17 anos com a intenção de reviver aqueles momentos esplendorosos do inicio da minha carreira. A idéia era inaugurar o Centro Cultural Solar de Botafogo, no ano passado, mas não conseguimos viabilizar. Estreamos com “Campo de Provas”, de Aimar Labaki, que para minha felicidade era dirigida por Ignácio Coqueiro, marido de Christiane. Por conta disso, eles foram à estréia da peça e Christiane soube que eu estava com o texto da “A Loba” e me procurou. Para mim, fazer esta montagem com Possi e Christiane é um retorno. O meu projeto é viver os três papéis: fui o jovem ator há 22 anos, agora sou marido e daqui a dez anos já tenho um compromisso com Borghi para viver o Lobo. Raramente isso acontece na vida de um ator.

A peça trata do homossexualismo?
José Possi Neto: O assunto principal da peça não é o homossexualismo. Este é apenas um dos temas. Mas como é ainda um tabu, ele acaba aparecendo na frente. O grande assunto é o relacionamento amoroso, o papel da traição, da paixão e do ciúme. Por isto esta peça é universal, nunca fica datada. Um clássico. A relação de ciúmes e a relação de casal estão presentes, por isso as pessoas se encontram ali. A paixão, o amor e o abandono, a dor da separação - todo mundo se projeta nisso. Paralelo a isto, o que governa essas relações é uma paixão por uma causa maior: o teatro. Por causa do preconceito, a personagem de Maria se separa de Júlia. Mas o que mais magoa a “loba” não é a separação amorosa, mas o fato que ela está perdendo seus parceiros artísticos. A peça defende a honestidade, não o homossexualismo.


Como o passado e o presente se encontraram no processo de ensaio?
Christiane: O processo foi peculiar. Como tínhamos pouco tempo de ensaio, Possi pediu para que decorássemos o texto antes de nos reunirmos, o que não é muito normal na cronologia de uma montagem. E quando sozinha começava a ler, a música do texto era a música do Raul. De coração, eu sei o texto da Julia e ouvia o Raul falando, eu me emocionava muito neste processo e em algumas leituras. Era como se ele sussurrasse as falas em meu ouvido. Agora eu estou começando a vivenciar a personagem. É parecido com um jogral, com vozes do passado que continuam em cena. Essa presença do Raul falando é muito forte. A Julia foi um upgrade para mim. Na primeira montagem estava com 30 anos, uma idade marcante para a mulher. Agora, eu e ela temos outra passagem de nível que é para uma maturidade, que preciso ter para entrar nessa caverna, nessa aventura. E tenho o Raul muito presente vivenciando essa mudança interna. O texto veio para me dizer que já cheguei a algum lugar. Agora me diz: “você é uma loba, seja loba!”


Fonte : Página de teatro - GLobo .com

(Fotos da galeria do Lobo de Ray-Ban foram cedidas pela Torloni Star. Dora Paes nos passou e eles nos pediram depois )

Christiane Torloni - A Loba da Amazônia

Mulher de alma decidida a viver intensamente. Atriz que tem coragem de assumir desafios que a tirem da zona de conforto. Idealista que defende sem medo de expor suas convicções, e lutar por elas quando necessário.


Christiane Torloni
atua há mais de 35 anos e é uma referência na dramaturgia brasileira. Entre novelas, cinemas e teatros, é nas coxias que acalma a sua alma e se sente em casa. “Nasci praticamente no palco, foi sorte encontrarem tempo de correr e levar mamãe a maternidade na hora de eu nascer”, brinca no decorrer da entrevista dada a coletiva de jornalistas dispostos a saber tudo sobre o seu novo projeto teatral. Ela aparece à vontade vestida de calça jeans, tênis, discreta blusa preta, um colar dourado, linda e elegantíssima, em seus plenos 52 anos.
Ela é bem humorada, divertida, mas focada. Sabe bem a hora de quebrar o gelo e se divertir com ela mesma. “Após 20 anos de análise este tipo de comentário já não me afeta em nada”, brinca soltando uma divertida gargalhada, quando é questiona sobre a reinterpretação da peça " A Loba de Ray-Ban", que há 22 anos fez o papel de uma jovem e hoje faz uma atriz madura e experiente, que vive um trio amoroso bissexual.


Em 40 minutos de entrevista, Christiane menciona várias vezes seus pais, os atores Monah Delacy e Geraldo Matheus, casados há 54 anos, com carinho e orgulho pelo universo artístico que proporcionaram a ela desde muito cedo, o que revela uma mulher que valoriza e respeita a família. Mãe do ator Leonardo Carvalho, casada com o diretor Ignácio Coqueiro, sente-se orgulhosa por caminhar dentro da cronologia teatral e amadurecer.
Ela é intensa, vai além do que as telas, câmeras ou palcos podem lhe proporcionar. Para ela é preciso ter coragem para sair da zona de conforto emocional vindo da maturidade, e necessário para avançar e superar medos. “Nos últimos dois anos fiz duas novelas, gravei o filme da história do Chico Xavier, participei de um concurso de dança, defendi um projeto ambiental em busca de prestígio social e preservação da Amazônia, e agora interpreto a Loba, um papel que exige um mergulho na maturidade” ,revela mostrando que sempre é possível mais.


“Não há uma divisão na formação de um indivíduo, ele é a soma de sua espiritualidade, profissão e existência pessoal”, afirma convicta. “Estou preocupadíssima com a apatia do povo brasileiro, as pessoas parecem viver a base de tarja preta (referindo-se a remédios controlados), tomam Rivotril com se fosse floral. O povo está se anestesiando, não querem se emocionar, chorar, acho até que nem estar alegre, porque pode dar rugas”, se posiciona enfaticamente, sem medo de cutucar aqueles que podem se ver no que ela está dizendo. Christiane aproveita a credibilidade e a visibilidade que conquistou ao longo da carreira profissional, e se engaja em questões políticas e sócio-ambientais.

Amazônia para Sempre


Ela já tinha visitado a Amazônia em 1995, mas foi enquanto gravava a minissérie Amazônia, de Galvez a Chico Mendes (2007), que Christiane viu que algo precisava ser feito urgentemente. Por causa das gravações, ela viajou de Iapóca a Chui, cruzou o país inteiro, foi ao Acre, e interpretando uma personagem espanhola, o que lhe deu a chance de aprender sobre contextos históricos da nossa nação e ver uma realidade triste: desmatamento e devastação da floresta. Brotou ali o seu envolvimento e vontade de querer fazer algo pela preservação de um dos nossos maiores tesouros. Ao lado do ator e amigo, Victor Fasano, iniciaram uma campanha para chamar a atenção das autoridades e do povo da urgência em relação a preservação amazônica.

Não se trata de uma ONG e sim de um fundo, onde os atores se organizaram para conseguir o maior número possível de assinaturas que apoiassem a exigência para que seja cumprido o Parágrafo 4º, do Artigo 225 da Constituição Federal, que garante a preservação da Floresta Amazônica. Somado a isso, a iniciativa também visa despertar a consciência e o senso de cidadania nos brasileiros. Muita divulgação e uma carta em forma de poema, de autoria de Juca de Oliveira, colaboraram na sensibilização popular. Em quase dois anos de campanha, conseguiram 1.117.993 milhão assinaturas, que foi entregue pessoalmente, no dia 04 de junho deste ano, ao Presidente da República Lula Inácio da Silva. “Finalmente conseguimos representar a voz do povo e nos fazer ser ouvidos. Quanto mais falarmos nisso, mais despertaremos a consciência. Temos que buscar um discurso regular. A Floresta Tropical é o nosso maior ágil, o caminho para que as pessoas tenham educação ambiental e uma Amazônia em pé!”.


Ela que em tempos de caras pintadas se posicionou politicamente com muita convicção, hoje não se declara adepta a nenhum partido em particular. Mas não esconde a sua forte admiração pela candidata Marina Silva: “ela é uma mulher de coragem, com a saúde fragilizada pelas inúmeras malárias, se alfabetizou aos 15 anos, e fala como alguém formado em Harvard (respeitada Universidade inglesa), ela fala com o coração. Quando Senadora, ela já vinha trazendo estas questões ambientais ao plenário e atualmente será alguém que priorizará estes temas e as produções ‘verdes’". E mais uma vez Christiane deixa o recado e alfineta: “O que nós brasileiros não podemos de jeito nenhum é fechar os olhos para o passado dos candidatos políticos. A democracia nos excita e nos capacita através de assinaturas a impedir que sujeitos com fichas sujas possam vir a se candidatar. Como assim um ladrão ou um assassino candidato? Onde vamos parar?”.

Para a atriz, ela já vê macro a questão da preservação ambiental, entende que precisamos de ações grandiosas e urgentes para resultados efetivos, e que nós cidadãos precisamos nos organizar para isso. Quando pergunto de seus hábitos sustentáveis, ela me responde quase que ofendida, como se tivesse acabado de ouvir uma pergunta óbvia e ultrapassada: “Ora, é claro que faço, eu separo o lixo, fecho a torneira ao escovar os dentes, desligo o carro no trânsito,... Se não, é como se eu fizesse um discurso aqui e não vivesse o que falo. Não sou ‘ecochata’, mas faço a minha parte!”.

A Loba de Ray-Ban

A peça é uma versão feminina do grande sucesso do autor Renato Borghi, encenado pela primeira vez, em 1987, com Raul Cortez como o lobo. Christiane Torloni também fazia parte do elenco há 22 anos, assim como o ator Leonardo Franco, na turnê da peça pelo Brasil. Mas agora, embora seja baseado no mesmo texto, o diretor José Possi Neto --que também dirigiu a montagem original--, garante que há muitas diferenças, já que Christiane, Leonardo, e até mesmo ele, já não são as mesmas pessoas. “Crescemos e amadurecemos como artistas e como seres humanos”, afirma Possi.

Após interpretarem uma irreverente relação de mãe e filha na novela global “Caminho das Índias", Christiane Torloni e Maria Maya agora são amantes. Tudo foi uma grande coincidência. Há dois anos, quando o elenco para a peça foi selecionado, a trama dos Cadores ainda não estava no ar. “Foi uma excelente oportunidade para avaliarmos se trabalharíamos bem juntas”, afirma Christiane. Quem completa o trio amoroso é o ator Leonardo Franco, que trás a tona situações convencionais e de bissexualidade.


Numa noite, um espetáculo de teatro é interrompido pela atriz principal, Júlia Ferraz (Christiane), que assume o clímax de sua crise existencial e afetiva diante do público. Escândalo. Revela-se o triângulo amoroso vivido por ela, envolvendo o ex-marido, Paulo Prado (Leonardo) e sua amante, Fernanda Porto (Maria), ambos atores da sua Companhia Teatral. A partir desta história, o público assiste a uma discussão sobre moral e relacionamento amoroso. Tudo em meio ao cotidiano dos camarins e coxias de um teatro. Trata-se de um desafio de interpretação para os três atores apaixonados pelo teatro.

Esta montagem foi produzida por Franco e Christiane, que consideram o texto uma jóia da dramaturgia nacional.


08/11/2009

Christiane Torloni nos Bastidores da peça " A Loba de Ray-ban "









Cenas da peça ...



" Você já viu o substituto do Ronaldo ?"
" Não estou morrendo de curiosidade."
"Ele é demais!"
"Tanto assim ?"
"Eu disse demais !"
"Como ele se chama ?"
"Paulo...Paulo Prado!"'
"Paulo! "



Paulo : (Marat) ( Franco, Febril) : "A febre me deixa tonto
minha pele se incendeia, dilacerada
Simone!
Simone, embebe o pano na água fria
refresca a minha frente na brasa.
Parece que tudo perdeu o sentido
Tudo que eu disse foi pensando,
meus argumentos exprimiam só verdade.
Por que essa dúvida agora ?
Por que tudo parece tão inútil?
Falso...inútil...falso..."

Júlia : " Você me tomou de assalto, me apaixonei pro você ali, naquele instante! Você era forte ... viril ... e ao mesmo tempo frágil... você me tocou ... é isso, você me tocou!"



Júlia : " Eu era Medéia, abandonada por Jasão, o meu homem, o pai dos meus filhos; preterida por uma mulher mais jovem e poderosa : a filha do Rei. E tonta de ódio e de ciúme, mas ainda presa àquele macho pelo desejo enfurecido de uma loba, compreendi Medéia, pela primeira vez ,depois de duzentas apresentações! Entendi o quanto pode ser bom matar, dar a morte de presente a quem traiu um amor jurado "







" Meu DEus, o que foi que eu fiz ? Me perdoa Paulo! Eu humilhei você diante deles ! Fiz trapaça amor, jogo sujo!Não tive coragem de pronunciar o nome "dela" em público. DE revelar quem era a dona da minha dor. O preconceito fez mordaça e calei na garganta o nome dela, quando o que eu queria era gritar, falar, contar tudo a todos os presentes.. explicar que .. um pouco antes do primeiro sinal eu estava no camarim, terminando a maquilagem de 'Medéia" quando ela chegou e ....."



" Deixa que eu te fale de nossa arte, que mal há nisso ?Depois recusa tudo, se quiser. Mas não fuja da raia antes do tempo. Por favor, estou pedindo! O que é que você quer que eu faça ? Que me ajoelhe? Que implore? O que mais você quer que eu faça ? "




"Ah, meu Estragon! Será que você se sentia tão abandonado quanto eu enquanto esperava Godot? Não sei ...Guardo para sempre a imagem de Cacilda : desamparo e solidão! ( A campainha começa a tocar insistentemente) Já vai! Já vai! Pronto! Só um pouco de base no esparadrapo, blush na gaze e muito pó no mercúrio cromo...assim...e lá vamos nós!
[...]Não vá embora menina ! Você não pode sair assim como quem nunca esteve..."





Júlia : Paulo eu não admito ! Você ...

Paulo : " Tem que admitir sim ! Fui ferido pelo amor de vocês e me vinguei como sabia. Quem dá, quem come ? Eu peço desculpas, mas daí admitir que você fique lacrimejando auto-piedade e ouvindo a moça a lastimar a condição trágica das lésbicas, isso já é pedir demais ! Logo Você , Júlia, que passou os últimos dez anos me apregoando o fascínio da marginalidade, , a inspiração da loucura! ' Você não me conhece ,Paulo, sou muito mais louca do que você imagina ..." ah (ri) Francamente! Que vergonha de cena! Que foi? A Clandestina virou penitente? "

Paulo para Fernanda : Olha, mocinha , não acreditei numa palavra de seu discurso; me pareceu uma bela desculpa para puxar o carro.. e por uma razão simples : Você não ama mais minha mulher."



Júlia : Paulo, vamos parar por aqui, está bem? Vamos parar!

Paulo : Não ama porra nenhuma! Se amasse, não haveria velhinha capaz de impedir nada! Era só o que faltava! Deixar de viver uma paixão por causa de uma velhinha ..."


Júlia : Paulo !

Paulo : Não! É demais Olha aqui, Se a tal Senhora ajuda a garotona, tudo bem ! Todo mundo sai lucrando! A garotona precisa, recebe e paga como a velhinha quer: trepando ou até dando um certo carinho, quem sabe ? E se a anciã tem tempo para ficar por aí pelos banheiros das boites, ótimo! É porque está bem de vida, rica , aposentada, e não precisa trabalhar. E tudo bem do mesmo jeito !



"Você é uma caixinha de surpresa, Paulo ! Me fale mais dessa velhinha "
"Da solidão da velhinha ?"
"É"
" igual..."
"O quê ?"
"A que todo mundo sente. Até aquele marido bem normal, 'bodas de prata', filhos e netos, mas que sai de casa disfarçando negócios para gastar uma puta grana nos "Relax for Men", comendo as massagistas japonesas de preferência . Porque em casa o tesão acabou e não suporta mais a mulher e todo o resto "



Júlia : E se eu lhe pedisse para ficar ?

Paulo : Não... não ficava não. Confesso que quando voltei ao teatro, esta noite, esperava que você pedisse isso. Queria ficar sim ! Já tinha ficado por dentro. Mas agora não! Se pelo menos um dia da nossa relação eu me sentisse amado com a intensidade com que essa moça foi, aqui na minha frente! Se tivesse ouvido o que ela ouviu! "Não vá", "Não fuja", "Não me proíba de você" ...

Júlia : Paulo , é impossível que você não tenha percebido que eu sempre ....

Paulo: Me amou ? Pode ser ... deve ter me amado. Não percebi ... amou... não ama mais .. ficou no passado. O presente é Fernanda . [...]

Júlia : Olha , eu quero ...

Paulo: Não queira não! Hão há mais quereres para nós. Agora é partida .....[...]

Júlia : Paulo eu ...

Paulo : Não peça desculpas... até podemos dizer que fomos felizes . Do nosso jeito , mas fomos. E é assim com todo mundo . "Há sempre um jeito, um modo... Não me arrependo de nada, não perdi tempo, nem joguei minha vida fora, como costumam dizer os casais que se separam. Não! Nosso tempo foi rico, me fez ator, cresci, aprendi, amei, sofri... Quem sabe não sofreria mais como personagem de uma outra história? O que eu queria dizer é que foi muito bom o tempo que nos foi dado . Adeus, amor ! Você deve ter me amado sim! Seria loucura minha sair daqui com a sensação de deixar para trás o grande amor de minha vida, a mulher que ainda amo! É assim que eu sinto, Júlia. Desculpe, mas ainda te amo.

Fonte : UOL