Encontro histórico das Helenas de Manoel Carlos : Christiane Torloni e as outras
Helenas setembro 13, 2009“Fantástico” promove encontro de Helenas da ficção
== Assista a Chamada do Programa==
Uma grande surpresa deve agitar o "Fantástico" de domingo (13). O programa promoveu um encontro histórico na última sexta-feira (11) com as atrizes Regina Duarte, Vera Fischer, Christiane Torloni e Maitê Proença. O que elas têm em comum? Todas já interpretaram a protagonista Helena, em diferentes novelas de Manoel Carlos.
As atrizes se reuniram em um hotel na Zona Sul do Rio de Janeiro, para falar de suas carreiras e desse assunto que as quatro têm em comum. Elas fazem a revelação a Julia Lemmertz, que também participou da gravação, no papel de "Repórter por um Dia".
O programa vai mostrar o bate-papo e as histórias de suas carreiras neste domingo, logo após o "Domingão do Faustão".
FONTE : QUEM , FANTÁSTICO
Christiane Torloni , Regina Duarte, Vera Fischer e Maitê Proença participam de gravação
Christiane Torloni e Manoel Carlos setembro 11, 2009
Júlia Lemmertz, Vera Fischer, Regina Duarte, Maitê Proença e Christiane Torloni em gravação do Fantástico.Promovemos um encontro inédito. Reunimos todas elas, com exceção, lógico, da primeira Helena, vivida pela saudosa Lilian Lemmertz, que morreu em 1986.
Mas ela estava lá, representada pela filha, a também atriz Julia Lemmertz, que, com muita emoção, foi Repórter por um dia para o Fantástico.
“Eu sou Júlia Lemmertz e vou conversar com um grupo de atrizes do primeiríssimo time: Christiane Torloni, Maitê Proença, Regina Duarte e Vera Fischer. Todas essas grandes estrelas têm uma coisa em comum: todas elas já foram Helena em alguma novela do Manoel Carlos.
"A Lilian era linda. Ela tinha uma generosidade em cena assim e tinha essa alma tortuosa das Helenas, né?”, comenta Christiane Torloni.
A próxima Helena depois do "Baila comigo" foi em "Felicidade", você, dez anos depois, fez a segunda Helena... Qual é a tua lembrança dessa época?”, pergunta Júlia para a atriz Maitê Proença.
.
"Eu tinha conversas assim politicamente incorretas, brigava com a mãe, tinha desesperos com a filha, perdia o prumo. Pra ser a mocinha da novela é muito impróprio”, conta Maitê.
.
"As Helenas transgridem. Elas não são assim heroínas todas corretas. Elas se perdem, se desequilibram”, observa Regina Duarte.
“E você tem assim um histórico de Helenas, é a recordista, três Helenas. Como é que foi isso?”, pergunta Júlia a Regina Duarte.
.
“A primeira e a segunda foram meio emendadas. Dois anos depois, eu fiz a Helena de "Por amor". Aí já com a Gabriela, minha filha, e foi dos deuses, sempre”, comenta Regina.
“Alguns anos depois, aí a terceira Helena que foi em "Páginas da vida". Sempre fantástico. Porque elas têm essa coisa da transgressão. As Helenas têm uma coisa também de sofrer muito. Mas também têm uma grande alegria”, completa Regina.
.
"Elas querem se superar da sua própria vida. Elas querem abrir caminho. É uma moral relativa. É a moral do amor”, afirma Christiane Torloni.
"O amor justifica tudo”, diz Regina.
E aí, em 2000 vem a sua vez, Vera. Com "Laços de família" que foi aquele sucesso maravilhoso.
"Foi. Foi um sucesso maravilhoso. E eu não me esqueço nunca. Porque foi realmente uma novela tragédia. Foi tragédia do começo ao fim. Porque era uma mulher muito bem sucedida, sustentava dois filhos, que era a Carolina Dieckmann e o Luigi Baricelli. E logo no início da novela, ela se apaixona por um rapaz mais jovem, que foi a estréia do Reynaldo Giannechini nas novelas. Então, ele tinha 20 e poucos anos e a Helena 50. Era uma loucura, porque era uma paixão muito grande dos dois. E depois veio a grande surpresa, que é a leucemia da Carolina que aí foi uma barra pesada”, conta Vera Fisher.
"Essa característica do Maneco de mergulhar na dor, de não ter medo de investigar a doença, as perdas, a morte, a tragédia, que em geral os autores de novela meio que passam por cima”, declara Regina.
"Ela era uma mulher infeliz no casamento, na lua de mel ela se sente seduzida por um outro homem. E ela se permite viver uma história com outro homem na lua de mel”, conta Christiane Torloni, sobre a sua Helena de Mulheres Apaixonadas.
"Vocês concordam que as Helenas, essas mulheres que o Manoel escreve, de diferentes formas, cada novela que acontece, que elas são reais?”, pergunta Julia.
“São reais. Por isso que o público se identifica até embaixo d' água. Porque elas têm falhas. Elas não têm só virtudes. Porque elas se equivocam, porque elas são contraditórias. Como a gente é na vida. Olha eu penso isso, mas eu vou fazer aquilo. Elas vão, elas vão, elas vão até acertar o caminho do amor. Elas são mulheres comuns. Elas são mulheres que não são heróicas. Apesar do nome ser mítico”, afirma Maitê.
"O nome Helena me cativou por várias razões. Inclusive pelo som. Eu acho sonoro: Helena! Acho um nome bonito, eu gostava muito das histórias ligadas à Helena de Tróia, aquela história toda da Helena de Tróia ter sido raptada, casado com o raptor. Divorciada e voltou a viver com o marido depois de separar-se dele. Tudo isso tem uma coisa, uma magia muito interessante que me cativou muito. Ao contrário do que muita gente pensa não foi um grande amor da minha vida. Não foi nome de uma mulher minha. Não é o nome da minha mulher. Não tenho nenhuma filha com o nome de Helena”, explica o autor Manoel Carlos.
“O que vocês diriam pra Taís Araújo?”, pergunta Júlia.
" Aproveita cada gota dessa experiência fantástica. Eu estou louca pra assistir porque eu quero ver o que o Maneco tem pra nos dizer com essa Helena jovem, cheia de vida. No apogeu da sua beleza, da sua saúde, da sua capacidade amorosa”, diz Regina.
“Taís, querida. Tudo de bom pra você. Espero que você arrebente! E vai arrebentar com certeza. Ela vai levar o Brasil pela mão", afirma Júlia Lemmertz.
“Espero que vocês tenham curtido. Eu sou Júlia Lemmertz e hoje eu fui Repórter por um dia para o Fantástico".
Christiane Torloni numa conversa relaxada e bem descontraída com Taís Araújo no Programa Superbonita _ especial Helenas_ contou alguns de seu segredos de beleza . Christiane revelou que não toma refrigerante e que faz sessões de drenagem linfática para evitar as celulites. De início a atriz achava que essas drenagens eram frescura, mas depois percebeu que eram realmente necessárias. Segundo a atriz, para manter a pele, os potinhos de creme não são suficientes, eles ajudam , mas o segredo mesmo é beber muita água, pois a hidratação começa de dentro para fora.
Torloni fala sobre sua alimentação e diz que não a faz da forma mais correta , troca tudo, come muito pouco durante o dia e se alimenta mais à noite , o que não é recomendado, mas por enquanto está funcionando , porque a atriz procura não jantar perto da hora de dormir e também se exercita muito.
Christiane Torloni também falou sobre o seu trabalho como Helena na novela Mulheres Apaixonadas. Taís lembrou que a atriz , anos atrás , já havia sido filha de uma Helena , a Helena da atriz Lilian Lemmertz, na novela Baila Comigo , 1981.
Christiane fala um pouco sobre a roupa e o cabelo de sua personagem e conta sua frustração no dia da primeira prova de roupa, pois o figurino era composto basicamente de calça e blusa . Segundo a atriz , Helena era uma professora e por esse motivo tinha que ser discreta, não chamar muita atenção , pois os alunos já são todos muito sonhadores , no estilo “ah, quero comer minha professora!”, diz a atriz.
Christiane destaca que as Helenas na verdade seriam várias facetas de uma mesma mulher. “Você vai notando essa única alma que as Helenas tem, na verdade é uma Helena só ” , diz Torloni.
Christiane Torloni termina a entrevista dando conselhos à Taís Araújo que vai dar vida também a uma Helena na próxima novela de Manoel Carlos _ Viver a Vida. Christiane encoraja a atriz a buscar sua autenticidade e lhe deseja boa sorte ,melhor, “ merda” , para não dar azar.
== Segunda Parte ==

A cerimônia aconteceu em uma exposição de fotos que relembraram os 90 do Leblon, bairro sempre presente nas obras do autor.
Os 90 anos do Leblon, na Zona Sul do Rio, ganharam uma exposição de fotos no Shopping Leblon, uma dos mais badalados do bairro. Para a data comemorativa, o escritor Manoel Carlos, famoso por retratar o bairro em suas histórias, foi o grande homenageado da noite. Maneco ganhou uma placa com menção honrosa pelo trabalho realizado em nome do bairro, entregue por Christiane Torloni, em nome de todas as Helenas do Leblon. "O Maneco não é apenas um escritor, ele é o tradutor do Brasil. Me sinto feliz em estar homenageando esse homem criador de todas as Helenas", disse Christiane, que também viveu a personagem Helena na novela "Mulheres apaixonadas".
Manoel Carlos aproveitou também para falar o que acha do bairro onde vive. "O Leblon é um bairro de família, aqui não tem visitante. Amo muito o meu bairro e para a irritação de muitas pessoas, todas as minhas novelas se passam aqui."
Christiane: “ Vinícius de Moraes traduziu Ipanema e Manoel Carlos traduz o Leblon.Fazer uma Helena, personagem clássico dele, é um prêmio, um Oscar para a carreira de qualquer atriz. Tenho certeza que a Taís Araújo vai arrebentar. "
FONTE: EGO, QUEM, BABADO, O FUXICO E CARAS
















