Aos 55 anos, atriz se livra de vez da vilã Tereza Cristina, seu sucesso mais recente, e exibe sua beleza dançando no teatro no papel de uma deusa hindu. Ela jura que não se curva à ditadura da juventude: “lido com o meu tempo no meu tempo” -
Quatro meses depois de se despedir da vilã Tereza Cristina, de "Fina Estampa", Christiane Torloni
encarna uma deusa hindu no teatro. Ela é a protagonista do espetáculo
"Teu Corpo É Meu Texto", peça em que, ao lado de bailarinos
profissionais, ensaia passos de bolero e de balé clássico. “É uma
vivência mesmo, um desafio”, conta a atriz, que, ao longo da carreira,
já mostrou talento para a dança em trabalhos como a novela "Kananga do
Japão" (1989), a minissérie "Amazônia – De Galvez a Chico Mendes" (2007)
e na "Dança dos Famoso"s, quadro do "Domingão do Faustão", que ela
venceu em 2008.
Em entrevista a QUEM, a atriz conta que sempre sofreu resistência dos
pais, a atriz Monah Delacy, de 82 anos, e o ator Geraldo Matheus, de 80,
fundadores do Teatro de Arena, em São Paulo, que não queriam que ela
investisse na carreira artística. Aos 55 anos, Christiane, que foi
símbolo sexual na década de 80 e já posou nua três vezes, afirma que só
tiraria a roupa novamente por muito dinheiro e que não se curva à
ditadura da juventude existente hoje. “Não adianta eu querer ser uma
coisa que não sou”, justifica a atriz, que ainda não tem planos de
voltar à TV, mas está rodando um filme sobre a Amazônia, uma das
bandeiras que abraçou nos últimos anos. “Fui criada em uma família de
consciência política, é estranha essa morfina que tomou conta de uma
geração”, diz.
QUEM: É a primeira vez que você se apresenta com bailarinos profissionais, como tem sido a experiência?Christiane Torloni: É uma vivência mesmo, um desafio. É diferente das produções que eu tenho feito com o José Possi Neto, com quem trabalho há 25 anos, porque normalmente trazemos a dança para o teatro. Foi assim em peças como Êxtase (1993) e Salomé (1997). Não estou dançando como bailarina, porque não sou bailarina de formação, mas a peça tem um contexto dramático, um texto a ser dito.
QUEM: Ficou com vontade de fazer musicais?
CT: Não é que eu não queira fazer. Graças a Deus, vivemos um momento no Brasil em que nossos atores-cantores estão botando pra quebrar, não ficam a dever em nada para a Broadway. E eu não tenho formação de canto. Não sou como Alessandra Maestrini, Marília Pêra ou Bibi Ferreira. Não posso dizer: “Agora vou fazer um musical!”. Não sou louca. Já fui convidada, mas disse que, até para fazer testes, precisaria de seis meses para poder me preparar.
QUEM: O que foi mais difícil, a Dança dos Famosos ou se apresentar agora, ao lado de bailarinos?
CT: A Dança foi uma aventura amazônica, porque era sempre um ritmo diferente, um vestibular por semana. No espetáculo, eu danço sempre a mesma coreografia, com a mesma trilha.
QUEM: Como você começou a se interessar pela dança?
CT: Fui criada para ser atleta, não para ser atriz, apesar de meus pais terem praticamente fundado a Escola de Arte Dramática de São Paulo. Era muito duro ser ator há 50 anos, e meus pais não tinham a menor vontade que eu seguisse carreira artística. Quando eu era criança, podia participar de qualquer modalidade atlética, mas artística, não. Fui convidada, quando criança, para fazer espetáculos com o Sérgio Britto, como quando ele montou A Noviça Rebelde, e minha mãe não deixou de jeito nenhum. Só fui fazer minha primeira aula de balé clássico aos 16 anos.
QUEM: O espetáculo explora o corpo dos bailarinos e o seu também. Como lida com sua sensualidade aos 55 anos?
CT: Lido com meu tempo no meu tempo. Uma pessoa que posou três vezes para a Playboy entre os 25 e 27 anos não pode, aos 55, ser aquela moça. Mas acho que sensualidade não tem idade. Você pode ser uma senhora, aos 80 anos, e ser sensual. Meu pai tem ciúme da minha mãe e minha mãe do meu pai. Ela foi uma mulher muito bonita e hoje é uma senhora linda. Vem de dentro. Como o Brasil é um país jovem, as mulheres estão botando botox aos 30 anos porque se sentem velhas. Existe uma ditadura da juventude.
QUEM: E você não se curva a essa ditadura?
CT: Não. Vou fazendo minhas personagens, faço as coisas no meu tempo. Não adianta eu querer ser uma coisa que não sou, que já fui ou que ainda não sou.
QUEM: Já fez alguma intervenção estética?CT: Já, naturalmente, mas coisas pequenas. Acho que a gente deve ser o mais delicado possível com a nossa natureza, porque ninguém é perfeito. O bonito na gente é a assimetria. As meninas de 15 anos ficam desesperadas, querem botar peito, tirar. Vai ser mãe, vai ser tudo primeiro! Na Europa, você não vê essa loucura.
QUEM: Posaria nua novamente?
CT: Não teriam dinheiro para me pagar. Atualmente, teria que estar num humor muito especial para posar nua de novo. E teria que ser um dinheiro que mudasse totalmente meu patrimônio.
CT: Não teriam dinheiro para me pagar. Atualmente, teria que estar num humor muito especial para posar nua de novo. E teria que ser um dinheiro que mudasse totalmente meu patrimônio.
QUEM: Como mantém a forma?
CT: Eu tenho a rotina de quem quer manter o corpo saudável. Tento me alimentar bem, dormir bem, ter uma prática física. Cada um vai descobrindo o que gosta de fazer.
CT: Eu tenho a rotina de quem quer manter o corpo saudável. Tento me alimentar bem, dormir bem, ter uma prática física. Cada um vai descobrindo o que gosta de fazer.
QUEM: E o que você gosta de fazer?
CT: Como sempre andei de bicicleta, gosto de spinning. Também faço, há muitos anos, ioga em casa, é uma prática metafísica. As pessoas me perguntam o que devem fazer e eu respondo: “O que você gostava de fazer quando era criança, gostava de nadar? Então faça isso”. Toda atividade física é lúdica. Não adianta a pessoa ir para uma academia e ficar se machucando. Aquilo que não é feito com alegria não dura. O nosso corpo tem inteligência e sente que o que estamos fazendo vai fazer bem para ele. Desde que me entendo por gente, nado, ando, adoro velejar.
CT: Como sempre andei de bicicleta, gosto de spinning. Também faço, há muitos anos, ioga em casa, é uma prática metafísica. As pessoas me perguntam o que devem fazer e eu respondo: “O que você gostava de fazer quando era criança, gostava de nadar? Então faça isso”. Toda atividade física é lúdica. Não adianta a pessoa ir para uma academia e ficar se machucando. Aquilo que não é feito com alegria não dura. O nosso corpo tem inteligência e sente que o que estamos fazendo vai fazer bem para ele. Desde que me entendo por gente, nado, ando, adoro velejar.
QUEM: Você vive no teatro uma deusa hindu, algo bem diferente da Tereza Cristina. É uma forma de se distanciar de Fina Estampa?
CT: Não tenho essa preocupação. É como se eu estivesse em uma grande estação de trem: uns personagens vão, outros voltam... A Tereza Cristina é uma personagem que fica numa galeria. Tanto que estou querendo fazer um ano sabático, porque ela merece o lugar dela, merece esse tempo. Ela é uma personagem quase de história em quadrinhos, eu me divertia muito.
CT: Não tenho essa preocupação. É como se eu estivesse em uma grande estação de trem: uns personagens vão, outros voltam... A Tereza Cristina é uma personagem que fica numa galeria. Tanto que estou querendo fazer um ano sabático, porque ela merece o lugar dela, merece esse tempo. Ela é uma personagem quase de história em quadrinhos, eu me divertia muito.
QUEM: Você tem o projeto de um filme sobre a Amazônia. O que é?
CT: Chama-se Amazônia – Da Cidadania à Florestania e o Despertar. É a história de uma rede de pessoas que, há 25 anos, fazia parte de uma rede sem saber disso. Nós lutamos pela redemocratização do Brasil, pela preservação da Amazônia e, quando nos demos conta, estávamos juntos na Praça da Sé (em São Paulo) e depois no Acre. Chico Alencar (deputado federal pelo PSOL) foi meu professor de história no Colégio Andrews e eles botavam fogo para a gente pôr o pé na rua. Fiz palanque, lutei pelas diretas... E, de repente, veio a bandeira da sustentabilidade com a minissérie Amazônia, de Galvez a Chico Mendes. Foi um chamado.
CT: Chama-se Amazônia – Da Cidadania à Florestania e o Despertar. É a história de uma rede de pessoas que, há 25 anos, fazia parte de uma rede sem saber disso. Nós lutamos pela redemocratização do Brasil, pela preservação da Amazônia e, quando nos demos conta, estávamos juntos na Praça da Sé (em São Paulo) e depois no Acre. Chico Alencar (deputado federal pelo PSOL) foi meu professor de história no Colégio Andrews e eles botavam fogo para a gente pôr o pé na rua. Fiz palanque, lutei pelas diretas... E, de repente, veio a bandeira da sustentabilidade com a minissérie Amazônia, de Galvez a Chico Mendes. Foi um chamado.
QUEM: Você se considera uma pessoa politicamente engajada?
CT: Acho importante para o cidadão. Senão, onde você se conecta com o lugar onde está? Você tem que estar conectado com seu espaço, seu tempo. Algumas pessoas vivem de férias na vida, são uma massa de manobra. Não fui criada assim, fui criada em uma família de muita consciência política.
CT: Acho importante para o cidadão. Senão, onde você se conecta com o lugar onde está? Você tem que estar conectado com seu espaço, seu tempo. Algumas pessoas vivem de férias na vida, são uma massa de manobra. Não fui criada assim, fui criada em uma família de muita consciência política.
QUEM: Sendo uma pessoa pública, não tem medo de se expor demais se posicionando assim?
CT: Sou livre e a democracia é isso. A gente não precisa concordar, precisa conviver. E poder expor as minhas ideias é muito bom, dá um tesão na vida. Eu sou assim, não sei ser diferente. Acho estranha essa morfina que tomou conta de uma geração inteira, uma coisa blasé socialmente, politicamente.
CT: Sou livre e a democracia é isso. A gente não precisa concordar, precisa conviver. E poder expor as minhas ideias é muito bom, dá um tesão na vida. Eu sou assim, não sei ser diferente. Acho estranha essa morfina que tomou conta de uma geração inteira, uma coisa blasé socialmente, politicamente.
QUEM: Acha as novas gerações apáticas?
CT: Não sei, acho que existe uma falta de esperança. Nem todos os políticos são corruptos, mas, se as pessoas não fazem nada, os que são vão continuar sendo.
CT: Não sei, acho que existe uma falta de esperança. Nem todos os políticos são corruptos, mas, se as pessoas não fazem nada, os que são vão continuar sendo.
Fonte : Quem- Edição 620 - 27/07/12
Matéria digitalizada
Lifestyle da atriz Chris Torloni inspira criação de ambiente sustentável em mostra de décor, em SP
Viajar sempre foi uma das grandes paixões de Christiane Torloni (55). Não por acaso, a atriz compõe a decoração de seu lar carioca com objetos de suas aventuras pelo mundo.“Minha
casa é cheia de vestígios das minhas viagens. Não sei se do ponto da
decoração sou correta, mas uma coisa é fato: tem a minha cara”, atesta a paulistana, cujo espírito desbravador de diferentes culturas inspirou o arquiteto Leo Di Caprio (35) a criar suíte em sua homenagem, na Casa Hotel, mostra que integra a Casa Cor, em São Paulo. “Um
terço da minha vida eu passo fora de casa. E ficar em um quarto de
hotel me faz sentir um pouco abandonada, meio triste... Mas, sem dúvida,
me hospedaria aqui; ficou bem parecido com o que gosto”, emenda a diva. “Fiz um projeto contemporâneo, que mesclou a brasilidade com elementos internacionais”, define o arquiteto, orgulhoso do projeto.
Sempre dedicada às causas ambientes, a global destacou ainda o aspecto
sustentável do ambiente, elaborado com madeira de reflorestamento,
materiais reciclados e fibras naturais. “Ele conseguiu dois méritos:
o fato de criar uma suíte em que você não se sinta desterrado e, mais
que tudo, um ambiente politicamente correto”, elogia ela, que planeja um documentário sobre a Amazônia. “É
muito importante que todos os segmentos abracem a questão da
sustentabilidade, pois é a manutenção do nosso planeta. Não podemos
esquecer que somos um povo da floresta, que temos a última grande
floresta tropical do mundo e, por isso, temos de preservar”, acrescenta Christiane, enfática.
De férias da TV desde o fim da global Fina Estampa e realizada com seu último trabalho nos palcos paulistanos e cariocas, o espetáculo de dança Teu Corpo É Meu Texto, a atriz frisa não preferir televisão, teatro ou cinema. “Sou
aquilo que se chama de filha da arte. O que me interessa é brincar onde
houver o melhor playground. O ator tem o dever de sempre dar ouro para o
público, independentemente do meio em que estiver”, explica ela, adotando a mesma filosofia quando o assunto são os personagens: “Não importa se serei uma vilã ou uma mocinha. O melhor papel é aquele que agrega.”
Fonte : Caras
Em visita a cidade histórica e acompanhada do marido, o diretor de TV, a atriz comemora 25 anos de carreira e fala de seus projetos no teatro, no cinema e na televisão
Fonte : Revista Quem - 29 /03/2002 - Enviado por Alinne Pagliarinni
Christiane Torloni e o marido Ignácio Coqueiro apreciam a beleza da cidade histórica mineira e revelam seus planos
Christiane Torloni maio 20, 2012
OTÁVIO CONFESSA A DINÁ QUE TEM UMA DOENÇA MUITO GRAVE
A separação
de Diná e Téo ( Christiane Torloni e Maurício Mattar) está cada
vez mais difícil. Alexandre ( Guilherme Fontes) perturba cada vez
mais Téo, que se nega a assinar a separação e deixar Diná e
Otávio ( Antônio Fagundes) livres para se amarem, Mas eles se
amam mesmo assim. O que ums ente pelo outro vem de muito além de
Alexandre ou de qualquer ódio.
Fonte : Revista Amiga nº 1624 - 26 de julho de 1994 - Blog Amigas e Novelas - Césio
A atriz retoma as origens com a sensual Maria Alonso e sai em defesa da Floresta Amazônica
Fonte : Revista Tititi Ano VII nº 436 - 19/01/07
Um olé no conformismo
Atriz quer discussão de temas polêmicos sobre a Amazônia e não aguenta mais celebridades instantâneas
"É preciso tocar em assuntos polêmicos, porque pessoas como Chico Mendes continuam morrendo.”
Fonte : Jornal do Brasil - Revista Ponto TV - 31 de dezembro de 2006
Como a Maria Alonso de Amazônia, Christiane Torloni viaja a seu passado
Fonte : TV Brasil nº 366 - 09/02/07
Depois de América, em que interpretou a cleptomaníaca Haydée, Christiane Torloni vive a dançarina espanhola Maria Alonso, na minissérie Amazônia – de Galvez a Chico Mendes, também de autoria de Glória Perez. A personagem é um presente a esta atriz que tem um motivo a mais para interpretá-la. A avó paterna de Christiane também se chamava Maria e era espanhola, de Málaga, mas as duas não se conheceram. Nesta entrevista à Conta Mais, a atriz fala do presente que é viver Maria Alonso, e das experiências vividas através da minissérie em que é um dos destaques, além do casamento com o diretor de novelas Ignácio Coqueiro.
Fonte : Conta Mais nº 322 - 10/02/2007
O assassinato de Simone Reski (Christiane Torloni), protagonista de Corpo Santo, desencadeia uma série de questões : a telenovela resite à morte de heroína ? Que rumos tomar ? O que fazer para atrair a atenção de um público acostumado às estórias românticas adocicadas.
Fonte : Amiga Tv Tudo - nº 897
Christiane Torloni conta que abriu mão de O Beijo do Vampiro para ser a personagem central da novela de Manoel Carlos. Aos 46 anos, admite que já fez plástica e tem um time de especialistas que cuida de sua beleza
Fonte : Contigo nº 1457 - 19/08/2003 - Enviado por Adeildo
“
É imprescindível se preocupar em estar com a
personagem pronta, estudar em casa e relaxar quando chegar ao
estúdio.
“
A parte técnica exigia mais de mim, mas até hoje as
pessoas lembram da Gina.”
“ Há personagens que não se pode
deixar de fazer, senão passa a hora. Eu tinha a cara baby face
da Gina. Lembro que eu chorava de cansaço quando chegava em casa. O
protagonista deve saber associar a beleza cênica à velocidade. É
uma chama que independe da idade. Os autores veem esse potencial. Mas
bonito é quando o próprio ator percebe que tem essa chama. Hoje a
televisão mudou,a dinâmica é outra. Há até jovens menos
preparados protagonizando, mas cercado por grandes atores.”
Fonte : Revista da TV ( O Globo) - 5/08/2001
Fonte : Revista Caras Ed.964 nº 17 - 27/04/12
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Fonte : Revista Contigo Ed. 1909 - 19/04/2012 - Blog Para Recordar Novelas e Famosos
O SONHO DE XUXA - A APOSTA NA CAPACITAÇÃO
DE OLHO NO FUTURO : XUXA INAUGURA CENTRO DIGITAL AO LADO DE TORLONI
Fonte : Conta mais nº 594 - 4/05/2012 / Revista Caras Ed 964 nº 17 27/04/12
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TORLONI VISITA XUXA
Fonte : Revista Contigo - Ed.1910 nº 34 - Blog Para recordar Novelas e Famosos







































