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25/05/2010

Christiane Torloni e Ignácio Coqueiro - Alegria de estar juntos há 15 anos é comemorada em Mendoza


Em vinícolas na Argentina, atriz e diretor renovam seus votos de eterno noivado





Apesar da constante cobrança de amigos, oficializar a relação de 15 anos não faz parte dos planos de Christiane Torloni (53) e Ignácio Coqueiro (53). Mas nem por isso os dois, que vivem em casas separadas, deixam de celebrar o encontro anualmente ou, como brincam, de renovar o "leasing" (espécie de contrato). O local escolhido dessa vez para o brinde especial pelas bodas de cristal foi a província de Mendoza, Argentina, aos pés da Cordilheira dos Andes. "Trabalhei muito nos últimos dois anos, envolvido com a direção da novela Poder Paralelo, da Record, e a Chris também emendou Caminho das Índias com o teatro. Aconteceu de a gente se ver pouco. Então, a viagem foi para matar a saudade, precisávamos desse momento a dois. É maravilhoso, quase uma lua de mel", afirmou Ignácio.



No aeroporto, antes do embarque.



Em solo argentino com o amado, Chris conta que pretende voltar ao país para fazer aulas de tango.

Em clima de romance, eles percorreram Os Caminhos do Vinho, principal passeio turístico da região, responsável por 70% da produção da bebida na Argentina. Entre uma e outra degustação, visitaram bodegas como a Lagarde, em Luján de Cuyo, e Andeluna, em Tupungato, e acompanharam todo o processo de fabricação, desde a colheita da uva até o engarrafamento. "Tenho amigos que mantêm adegas, admiro isso, só não posso dizer que entendo do assunto. Mas o prazer de saborear bons vinhos é interessante. Experimentar cinco tipos diferentes em um almoço e perceber os mais aveludados, encorpados, frutosos...", comentou Torloni. O casal se surpreendeu ao saber que a água é racionada na cidade, localizada em região desértica. "Eles têm até ministério para tratar do problema. A água lá vale ouro. Captam do degelo das montanhas. É incrível a rigidez deles, por isso a viticultura dá certo", explicou Coqueiro.





Com Martin Rigal, dono do estabelecimento temático de vinho.

Torloni se encantou com a sessão de vinoterapia no Cavas Wine Lodge, hotel temático do vinho, que presta atendimento personalizado. "É inacreditável. São duas horas e meia no spa. Nós fizemos esfoliação, depois ficamos em uma banheira com um produto à base de uvas-passas, que é hit dos cosméticos. O casal faz junto e não tem essa de alguém entrar sem bater. Se quiser, você pode jantar à meia-noite, tomar café da manhã às duas da tarde. Eles estão sempre prontos para atender", explicou ela.





Durante passeio de bicicleta, a atriz e o diretor, que vivem em casas separadas, contam que oficializar união poderia atrapalhar o convívio, porque as brigas sempre envolvem assuntos domésticos.




Ignácio, que renovou com a Record, e Christiane, que festeja os êxitos do longa Chico Xavier, da peça A Loba de Ray-Ban e atuará na trama Ti Ti Ti, nas imediações do Cavas Wine Lodge, hotel localizado entre vinhedos em Luján de Cuyo.




Na viagem acompanhada por CARAS, os dois também celebraram as conquistas profissionais. O diretor, que renovou contrato com a Record até 2015, está reservado para a direção da próxima trama de Lauro César Muniz (70), ainda sem previsão de estreia, e a direção, este ano, do longa A Noite de Cristal, produzido pela Gracindo Filmes, além da peça Cara de Pau, em homenagem aos 60 anos de carreira de Castrinho (68). Já Christiane, além de retornar em julho às novelas em Ti Ti Ti, como Rebeca de Andrade, papel que foi de Eva Wilma (77) na trama Plumas e Paetês, de 1980, segue com turnê nacional da peça A Loba de Ray-Ban, que chega ao Rio em agosto. A atriz também comemora os mais de três milhões de espectadores do longa Chico Xavier, com direção do amigo Daniel Filho (72). No filme em que dá vida a Glória, uma mãe que teve o filho assassinado acidentalmente e busca consolo no espiritismo, Christiane acabou revivendo a maior dor de sua vida. Em 1991, ela perdeu o herdeiro Guilherme, de 12 anos, gêmeo de Leonardo Carvalho (30), em acidente de carro na garagem de sua casa.



Eles acompanham a colheita e seleção de uvas na Lagarde, em Luján de Cuyo.


- A viagem teve um significado especial para vocês dois?

Chris - Dessa vez não teve a troca de anéis (risos). É que a gente vive noivando. Mas fizemos muitos brindes. O legal é sempre ter uma brincadeira, renovar a relação. Todas as nossas viagens são românticas, rimos bastante. Fazia muito tempo que não saíamos só os dois juntos. E tudo aqui propicia. O clima, o hotel, a companhia, um bom vinho.

- Consideram-se então como eternos namorados?
Chris - Agora a gente já diz que é um eterno noivado (risos). Sempre nos perguntam: não vão casar nunca? E eu respondo que vai perder a graça. Como cada um tem sua casa, temos esses momentos de estarmos lado a lado durante mais tempo. Nossa dinâmica é diferente da rotina de um casal que vive junto. Quando uma pessoa está 24 horas por dia com você, é outra administração de tempo e espaço. Então, é bom quando temos essas viagens, esses mergulhos, como quando vamos à nossa casa em Nova Friburgo (RJ).




Na vinícola Andeluna ...

- Mas o que impede a oficialização do relacionamento?
Chris - Para ser bem honesta, a gente nem pensa nisso. Acho que os casais hoje em dia começam a falar sobre esse assunto mais tarde. Dão um tempo para a relação e depois refletem sobre essa coisa patrimonial, do que foi construído, de como isso será resolvido, a questão dos filhos. A vida tem que estar organizada, senão dá briga. E também é ótimo do jeito que está.
Ignácio - A gente não precisa um do outro. Na verdade, temos vidas independentes. Estamos juntos porque queremos. Não tem nada que nos amarre. Acho que isso faz a maior diferença.





O diretor e a atriz fazem um brinde à relação e mantêm o romantismo durante o passeio na bodega Lagarde.


- Conseguem se imaginar bem velhinhos se relacionando?

Chris - Quando as coisas são boas, você olha de maneira longeva para elas. Acho que eu e Ignácio temos uma química, apesar de as pessoas dizerem que somos distintos um do outro e, por isso, não entenderem como estamos juntos. Mas nessa diferença existe uma grande complementação. É onde um, às vezes, relaxa o outro. O Ignácio é divertido. Tem um caminhão de responsabilidade no trabalho, mas para deixá-lo de mau humor você tem que errar muito.
Ignácio - Meu lado romântico é bastante forte. Tenho a música. As canções que componho são sempre para a Chris, fico tocando piano, com lareira acesa, vinho. Tem sempre um clima meio cinematógrafico para o nosso namoro.

- O que admira na Chris?
- Me encanta a pessoa que ela é e tudo o que já fez na vida. Acho que isso começou na campanha das Diretas Já, em 1983/1984, quando ficou marcada a separação entre o símbolo sexual e a mulher politizada. Admiro esse foco que ela tem também na questão do meio ambiente. Além disso, seu coração é bondoso. E, lógico, é uma atriz maravilhosa. Como profissional, digo que a atriz Christiane Torloni é o filé com quem todo o diretor quer trabalhar.



Na bodega Andeluna, uma pausa para o café.

- Mas não há brigas?

Ignácio - Claro! Mas acontecem Porque Chris planta uma árvore em um lugar que eu não quero ou fica brava porque acabei pintando o teto da casa com uma cor diferente da que ela desejava.
Chris - Mas isso acontece nas coisas domésticas. E dá um molho, um tempero especial. Não sei como é que é uma relação zen, nunca vi e nunca vivi. Vejo casais mais velhos, brigando e de mãos dadas. Acho isso bárbaro.

- Christiane, existe receita para chegar tão bem aos 53?
- Um bom vinho (risos). Mas acho mesmo que, quando a gente faz aquilo de que gosta, se nutre. Atuar é o que amo. Sou da segunda geração de atores da família e o meu filho Leonardo, da terceira.




Christiane e Ignácio contemplam paisagem do Vale do Tupungato, a 1300 metros acima do nível do mar.


- Como você avalia o sucesso do filme Chico Xavier?

- O brasileiro é muito espiritualizado. Pela própria formação como nação, tem um lado forte ecumênico. Graças a Deus, briga mais por futebol do que por questões religiosas. O espírita é muito discreto. Quando fiz a novela A Viagem, em 1994, que abordava esse tema, já existiam sete milhões no Brasil. O longametragem dirigido pelo Daniel conta a história de um homem universal, que falou sobre sexualidade durante a ditadura militar, nos anos 1970, em um programa de televisão, com um discurso libertário. Isso é de uma coragem imensa. Só para assistir a essa cena, já vale ir ao cinema.

- Por tudo o que passou com a dor da perda do Guilherme, em algum momento você pensou em não aceitar o papel da Glória?
- Eu me arrependi até hoje de pouquíssimas coisas. Muito mais das que eu não fiz em minha vida. Na verdade, tudo começou quando o Daniel me convidou para a leitura do roteiro. Eu e quase todos os atores que estávamos lá não sabíamos do que se tratava realmente. Ao tomar conhecimento do texto foi aquela catarse.

- Você chegou a comentar isso com o Daniel Filho?
- Ele ficou constrangido, achou que tinha cometido um grande equívoco comigo, me pediu desculpas. Mas ele tem esse jeito de fazer as coisas. E está na minha vida há anos. Meu primeiro teste para novela foi com ele, em 1976. Nossa relação é carinhosa. Ele era padrinho do Guilherme, também tivemos um rápido namoro nos anos 1980. E o amor pode se expressar de várias formas, é amplo, irrestrito. E veio dele para mim feito tango (risos). Daniel tem esse jeito forte de dizer que gosta de mim. Ele admite isso e diz que achava que, dessa forma, de alguma maneira, iria ajudar a me curar, a aliviar a minha dor. Mal sabe ele o que passei nas filmagens. Você tem que ser muito ator para fazer o que fiz. Não tenho a menor dúvida.

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São recebidos por
Julieta Gabardós, a chefe de turismo local


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Chris observa o chef Pablo Del Rio.




A empresária Lucy Pujals de Pescarmona mostra a propriedade para Chris.





Eles acompanham a colheita e seleção de uvas na Lagarde, em Luján de Cuyo.


Fonte : Caras

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